O candidato, que é filho de Elias Kalil, presidente do Galo de 1980 a 1985, comentou a situação financeira do clube, que possui dívida superior à casa dos R$ 200 milhões, e afirmou que pretende, se eleito, repassar mais recursos ao futebol. Segundo Kalil, se o Galo tiver um time forte, poderá se manter e resolver os outros problemas de forma mais organizada.
- Por uma questão de filosofia, todo saneamento do Atlético-MG passa por time de futebol. Nada vai ser feito no Atlético se o futebol não brilhar. O meu pai falava que o Atlético-MG é um trem, cuja locomotiva é o time de futebol. Se esse time for bem, você vai agregando valor. Com isso, o Atlético pode se sanear sozinho. Não podemos ter uma folha de futebol dividida com funcionário, um milhão de funcionários e um milhão de futebol. Temos que ter um milhão e meio de futebol e quinhentos mil de funcionário - explica.
Kalil também criticou durante a entrevista coletiva o atual presidente do Conselho Deliberativo, João Batista Ardizoni, pela demora na convocação das novas eleições. Além disso, condenou o estatuto do clube, que irá para votação nesta quinta-feira.
- Ele (João Ardizoni) não foi eleito para formar uma junta militar e comandar o Atlético-MG. Ele tem que sentar na cadeira dele e convocar eleição, além de ficar neutro, querendo ou não - critica.
Confira outros trechos da entrevista coletiva de Alexandre Kalil:
Promessas
- Se nós ganharmos a eleição, vamos dar um choque no Atlético-MG. Não tem promessa de trazer Riquelme, Maradona e Pelé, pois não temos dinheiro para isso. Mas também não somos piores que os outros não.
Mudança geral?
- Não podemos chegar lá e dizer que está tudo errado e é rua pra todo mundo, porque aí vamos demorar dez anos para voltar a ser alguma coisa. Temos de entrar com juízo. Falar que está tudo uma porcaria não é verdade.
Apoio financeiro do ex-presidente Ricardo Guimarães
- O Ricardo Guimarães não põe dinheiro no Atlético-MG desde dezembro. Da mesma forma que ele não pediu nada para me apoiar, que ele não falou da dívida dele, ele avisou com clareza que dinheiro no Atlético-MG ele não põe nunca mais. O Atlético-MG não é diferente do Flamengo, do Fluminense, do Botafogo. Ele pode andar com as próprias pernas.
Comando do futebol
- Temos de botar um esquema profissional, com um homem do meio tomando conta full-time, como o Ziza fez na época do Ricardo.
Chapa definida
- Não tenho chapa formada ainda. Estou pensando em nomes. Quero gente nova que possa trabalhar e me ajudar. A única coisa que não vai ter na minha chapa é composição política.
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